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	<title>autoridade da inovação</title>
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		<title>Bang &amp; Olufsen Summer School 2011 &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://www.autoridadedainovacao.org/2011/12/02/660/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 16:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diogo Campos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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Num ano de viragem para a Bang &#38; Olufsen, pedimos o testemunho de alguns dos participantes na edição deste ano da B&#38;O Summer School e apresentamos o modelo de selecção dos alunos.
A tomada de posse de um novo CEO na empresa marca uma mudança quase radical na abordagem da B&#38;O ao mercado de gama alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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<p>Num ano de viragem para a Bang &amp; Olufsen, pedimos o testemunho de alguns dos participantes na edição deste ano da B&amp;O Summer School e apresentamos o modelo de selecção dos alunos.</p>
<p>A tomada de posse de um novo CEO na empresa marca uma <a title="Nova estratégia para 2011" href="http://www.bang-olufsen.pt/new-strategy-2011" target="_blank">mudança quase radical</a> na abordagem da B&amp;O ao mercado de gama alta de produtos áudio e televisores e a edição de 2011 do programa <a title="B&amp;O Innovation Camp" href="http://www.iha.dk/Default.aspx?ID=9303">Conceptual Design and Development of Innovative Products</a> reflectiu isso mesmo. Mas antes de me focar e descrever na experiência deste ano, e porque o funcionamento do programa já foi abordado anteriormente <a title="Como se desenvolvem novos produtos?" href="http://www.autoridadedainovacao.org/2011/03/25/como-se-desenvolvem-novos-produtos/">aqui</a>, falarei da selecção dos alunos desta edição e das opiniões deles acerca deste.</p>
<p>Este ano os papéis inverteram-se, estive do outro lado a fazer triagem dos alunos que participariam nesta edição e acompanhei-os durante as 3 semanas. Concorreram apenas 13 alunos (menos 2 do que em 2010) mas a selecção não foi menos difícil pois foi necessário analisar CV, carta de motivação e entrevistas. Depois de algumas indecisões, na decisão final decidiu-se ignorar parte das recomendações da universidade dinamarquesa devido aos perfis que nos chegaram que incluíam competências fora das suas áreas de estudo de engenharia informática, electrónica e gestão industrial.</p>
<p>Esta temática vai de encontro ao trabalho que tenho vindo desenvolver e que foi motivo do meu regresso à Dinamarca. Resumindo, há cada vez mais uma maior necessidade de profissionais que detenham não só competências técnicas inerentes às suas áreas mas também outras competências mais transversais como são as comportamentais (<em>behavioural competences</em>) como, por exemplo, liderança ou criatividade. Já todos vimos <a title="Mapa de competências" href="http://www.doceshop.com.br/blog/mapa-competencias-planilha-excel-download-gratis/">enormes listas de competências </a>que profissionais e empreendedores de sucesso têm que deter, só acessíveis a um Super-Homem. Mas isto não invalida que não seja possível adquirir estas competências e um dos principais objectivos deste programa é precisamente a aquisição e desenvolvimento destas competências tão importantes em ambientes multiculturais e multidisciplinares.</p>
<p>Foi com este objectivo que se optou por seleccionar alunos que claramente detinham competências desta natureza e outras, mais técnicas mas úteis ao trabalho que iriam desenvolver na Dinamarca.</p>
<p>O <a href="http://www.linkedin.com/profile/view?id=127044899&amp;trk=tab_pro" target="_blank">Miguel Machado</a> foi um desses exemplos. Aluno de Mestrado Integrado em Engenharia e Gestão Industrial na Universidade do Minho e interessado em economia, marketing e design, é <em>manager</em> de uma equipa de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sim_racing">SimRacing</a>, a <a href="http://www.mrcorse.net/" target="_blank">MR Corse</a> e fã da B&amp;O desde cedo. Tal como ele afirma, <em>“Tenho a perfeita noção que na Universidade adquirimos algumas ferramentas importantes, mas mesmo estando no curso que mais me preenche, a verdade é que por vezes sinto que só isso não chega, por isso tento, com projectos individuais, adquirir algum conhecimento em áreas como Design e Marketing.”</em></p>
<p>Em relação ao programa, <em>“penso que estas oportunidades são únicas e, sem dúvida, uma mais-valia para quem tem acesso às mesmas. Na minha opinião o ensino em Portugal é demasiado teórico, muito distanciado do que realmente o mercado precisa e  vai precisar, ou simplesmente de como haveremos de lá chegar. É aí que entram estes programas, para nos darem uma grande &#8220;dose&#8221; de realidade, a oportunidade de finalmente tentar fazer algo com as ferramentas que adquirimos durante estes anos. O facto de nos proporem desafios constantemente é bastante enriquecedor.</em></p>
<p><em>Neste caso particular, o Innovation Camp foi mesmo uma oportunidade única, já que tive uma experiência de trabalho numa das empresas que mais admiro desde que me conheço e que partilha uma filosofia muito próxima com aquilo que acredito&#8230;”</em></p>
<p><a href="http://pt.linkedin.com/in/regedor">Miguel Regedor</a>, estudante do último ano do Mestrado em Engenharia Informática da Universidade do Minho, é outro destes exemplos. Amante de Artes Marciais (Taekwondo), guitarra, e pintura a óleo, já trabalhou em Inglaterra e nos Estados Unidos. Quando regressou a Portugal para terminar o mestrado, decidiu criar a sua própria empresa, a <a href="http://www.groupbuddies.com/">Group Buddies</a>, uma empresa especializada em criar e garantir o suporte de soluções web para grupos.</p>
<p><em>“O Bang &amp; Olufsen Innovation Camp superou completamente as minhas expectativas. O desenvolvimento de produtos inovadores é uma tarefa exigente. Trabalhar em equipa, com membros de diferentes nacionalidades e áreas de conhecimento, é um desafio único. Porém, tal como acontece com os desafios que enfrentamos ao logo da vida, quanto maior o obstáculo, maior é a recompensa.</em></p>
<p><em>Este programa foi uma excelente oportunidade para adquirir novos conhecimentos, através dos profissionais da B&amp;O e dos vários estudantes vindos das melhores universidades de toda a Europa.</em></p>
<p><em>Foi impressionante notar como basta juntar alguns jovens, e durante alguns dias, quase do zero, novos conceitos nascem, ideias de negócio extremamente bem trabalhadas. Em menos de um mês, foram criados vários protótipos complemente funcionais. Possivelmente, muitos destes conceitos vão culminar em novos produtos da B&amp;O.</em></p>
<p><em>No entanto, o que torna este programa inesquecível, não foram as excelentes condições de trabalho, a óptima qualidade do alojamento, ou mesmo, a comida saborosa. Os melhores alunos europeus estiveram aqui presentes, partilharam conhecimento, criaram fortes laços. Lembranças inesquecíveis de apenas três semanas que pareceram muito mais. Posso assim resumir este programa, como sendo uma experiência de networking fantástica, onde a aprendizagem é intensiva, profissional e social. Três semanas para nunca mais esquecer.”</em></p>
<p><a href="http://pt.linkedin.com/in/joaoquintas">João Quintas</a>, finalista do Mestrado Integrado em Eng. de Comunicações da Universidade do Minho, ex-aluno Erasmus na Helsinki University of Technology na Finlândia, nos tempos livres segue o mundo da economia digital, dos <em>gadgets</em>, da aviação e da indústria automóvel, tal como os outros, partilha da mesma opinião de que <em>“este tipo de programas proporciona uma oportunidade única de crescer pessoal e profissionalmente, na medida em que as diferentes culturas e formas de trabalhar permitiram-me observar como, para uma mesma situação ou problema, os comportamentos e soluções que cada pessoa emprega são muitas vezes radicalmente diferentes. Poder tirar partido desta diversidade de hábitos, métodos de trabalho e formas de pensar representou para mim, uma mais-valia e uma excelente oportunidade de networking para a criação de uma rede de contactos que, num mercado de trabalho cada vez mais globalizado, permite abrir novos horizontes.”</em></p>
<p>Regressando à temática de competências para empreendedorismo, de que vale a qualquer empreendedor ter todo o capital, uma equipa bem formada, um modelo de negócio à maneira se não tiver um produto à altura? Mais do que criar a empresa (cada dia mais fácil) e promover produtos, há uma área importantíssima que este programa se dedica extensivamente durante 3 semanas que é a criação de produtos. Este programa mudou a ideia que os alunos tinham acerca de empreendedorismo?</p>
<p>O João Quintas descobriu <em>“que o empreendedorismo vai além da simples capacidade de criação de novos produtos ou serviços, é algo que acontece sempre que um problema é abordado como uma nova oportunidade. A partir daí qualquer grupo de pessoas altamente motivadas pode capitalizar numa nova solução que traga valor acrescentado e em torno da qual se possa criar um modelo de negócio. A ideia pré-concebida que tinha era que para se ser empreendedor era condição necessária ter acesso a um conjunto ilimitado de recursos, mas após esta experiência percebi que a criação de valor passa essencialmente pelas ideias, e que com vontade é possível colocar em marcha um plano a partir de ideias que embora pareçam à partida relativamente simples, acabam por ter um potencial significativo após alguma discussão e amadurecimento.</em></p>
<p><em>A globalização veio aumentar a competitividade e o desenvolvimento tecnológico que facilitou essa mesma globalização e veio trazer também um ritmo de mudança bastante mais acelerado. Pessoalmente acredito que as organizações, independentemente da sua dimensão, irão ter de investir cada vez mais na agilização das equipas e dos processos no desenvolvimento de produtos, serviços e soluções inovadoras por forma a poderem tirar desse investimento uma vantagem competitiva. A estagnação hoje em dia não é compatível com o ritmo acelerado de mudança do mundo em que vivemos, pelo que a solução passa por trabalhar no futuro ao invés de viver no passado. Ser empreendedor não implica necessariamente a existência de fundos ou recursos ilimitados, para começar basta uma simples ideia com potencial em que o empreendedor acredite!”</em></p>
<p>Já o Miguel Machado não mudou muito a ideia que tinha de empreendedorismo. <em>“A forma como lá chegar é que mudou bastante&#8230; Para mim, empreendedorismo sempre foi mais do que um processo dinâmico. Acaba por ser um estado de espírito, que algumas pessoas provaram manter durante quase toda a vida. Confesso que ao fim destas 3 semanas, fiquei a saber que não basta ter uma ideia genial e implementar. Quando se trabalha em grupo, por vezes é difícil vender as nossas ideias, ou simplesmente acreditar na dos outros e possivelmente o resultado final será uma mistura de ambas, com muita coisa nova à mistura. É aí que entra o que entendo por empreendedorismo. Empreendedorismo, é pegar em tudo que chega até nós e independentemente do que por vezes pensamos, torná-lo melhor, mais adaptado à realidade, sempre que possível com uma abordagem científica, artística e economista, pois é no início da concepção de um produto que tomamos as decisões mais importantes&#8230;”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mais tarde irei abordar a experiência deste ano, o que significou para a empresa a edição deste ano do Innovation Camp e de como os alunos pensam aplicar as suas novas competências.</p>
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		<title>Precisam-se sempre de dadores de medula (a fábrica da vida)</title>
		<link>http://www.autoridadedainovacao.org/2011/11/28/precisam-se-sempre-de-dadores-de-medula-a-fabrica-da-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Nov 2011 23:26:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Vasco Sousa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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António Peixinho, um dos membros mais talentosos da autoridade da inovação, necessita de um transplante de medula.
Para os que vivem no Porto (ou próximo) amanhã poderão juntar-se a mim no Hospital de S. João (Centro Histocompatibilidade do Norte) a partir das 9h até às 17h. Para quem vive em Lisboa (ou próximo) têm o Centro de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.autoridadedainovacao.org/wp-content/uploads/2011/11/5253_1037099705797_17746277.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-687" title="5253_1037099705797_17746277" src="http://www.autoridadedainovacao.org/wp-content/uploads/2011/11/5253_1037099705797_17746277.jpg" alt="" width="300" height="300" /></a><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=1774627789">António Peixinho</a>, um dos membros mais talentosos da autoridade da inovação, necessita de um transplante de medula.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que vivem no Porto (ou próximo) amanhã poderão juntar-se a mim no Hospital de S. João (<a href="http://www.chnorte.min-saude.pt/contactos.php">Centro Histocompatibilidade do Norte</a>) a partir das 9h até às 17h. Para quem vive em Lisboa (ou próximo) têm o <a href="http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/7">Centro de Histocompatibilidade do Sul</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Qualquer indicação de terapêuticas opcionais no tratamento da leucemia linfoblástica T em estado paliativo ou outra qualquer pista enviem email com v/ contactos directos.</p>
<p>Alguns vídeos que poderão ser úteis:</p>
<p>[em PT]<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/jksK7_B7fXU" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>em [EN]<br />
<iframe src="http://www.youtube.com/embed/QuHm5WW-6_0" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>Para os que vivem no norte, podem deslocar-se ao Centro de Histocompatibilidade do Norte.<br />
<a title="http://www.chnorte.min-saude.pt/" href="http://www.chnorte.min-saude.pt/" target="_blank">http://www.chnorte.min-saude.pt/</a></p>
<p>Para os outros que vivem no sul tem o Centro Histocompatibilidade em Lisboa.<br />
<a href="http://www.chsul.pt/index.php/artigos/view/7" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://www.chsul.pt/<wbr>index.php/artigos/view/7</wbr></a></p>
<p>Abr a todos,<br />
Vasco Sousa</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Porque é que as empresas têm que ser mais como a Madonna?</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 10:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inês Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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Este título pode parecer estranho. Porque estou eu a comparar empresas com a Madonna? O que terão as empresas a aprender com a Madonna?
Acredito que todos vós conheçam a Madonna. Podem gostar ou não gostar, podem vibrar com as canções que quase sempre têm atingido os topos das tabelas de vendas ou podem detestá-las. A verdade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.autoridadedainovacao.org%2F2011%2F11%2F10%2Fporque-e-que-as-empresas-tem-que-ser-mais-como-a-madonna%2F&amp;source=adiorg&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;b=2" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Este título pode parecer estranho. Porque estou eu a comparar empresas com a Madonna? O que terão as empresas a aprender com a Madonna?</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que todos vós conheçam a <a href="http://www.madonna.com/" target="_blank">Madonna</a>. Podem gostar ou não gostar, podem vibrar com as canções que quase sempre têm atingido os topos das tabelas de vendas ou podem detestá-las. A verdade é que a Madonna já conta com 28 anos de carreira, com altos e baixos, mas sempre inovadores e polémicos. A Madonna descobriu desde cedo que só fazendo música adequada ao momento é que conseguia manter-se como a Rainha da Pop. Só trabalhando com os melhores na indústria, só mantendo uma imagem polémica e controversa conseguiria que os jornais falassem de si e as pessoas não se esquecessem do seu nome. Com passos bem planeados, com cada imagem pensada ao pormenor a verdade é que 28 anos depois a Madonna é um símbolo incontornável da cultura americana e tem conseguido marcar geração atrás de geração.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim a Apple está para a indústria do software/hardware como a Madonna está para a música. Ambas têm conseguido inovar, ambas têm estado à frente das tendências e têm marcado gerações, tendo milhões de seguidores e apaixonados. No entanto, nem todas as empresas se podem gabar de estarem constantemente a inovar e a levar conceitos novos para o mercado. A Microsoft é claramente uma empresa com muito para aprender com a Madonna. Conquistaram o mercado do software de uma forma espectacular, mas mantém a sua liderança, não pela inovação no produto ou a imagem que criaram, mas sim porque conseguiram criar um monopólio difícil de destruir. Não têm lançado inovações disruptivas no mercado. Não têm conseguido criar uma imagem de confiança nos seus clientes e a maior parte das pessoas usam Windows porque não tem outra escolha e não por se sentirem necessariamente satisfeitas com o sistema operativo. A Microsoft tem sido incapaz de se aperceber das tendências de mercado e das novas necessidades do consumidor. Mesmo estando o mercado a dar claros sinais de mudança a Microsoft, não tem conseguido seguir o exemplo da Madonna, pelo que apesar de ter uma posição forte no mercado o futuro é bastante incerto.</p>
<p style="text-align: justify;">Há uns anos atrás era impensável escrever o que vou escrever a seguir. Hoje considero que a própria Google se está a deixar ficar para trás e não está a conseguir inovar. Recentemente a Google “matou” cerca de <a href="http://www.wired.co.uk/news/archive/2011-09/05/google-pulls-products">10 produtos</a>. Eu vi a lista dos mesmos e a verdade é que não conhecia nenhum. Nos últimos anos vimos a Google a aumentar a oferta de produtos e todos nós agradecemos. Hoje não consigo viver sem o seu motor de busca, sem o Gmail, sem o Calendar ou os Gdocs. Estes são produtos fantásticos que melhoram tremendamente a nossa vida. Mas, eu sou da opinião que produtos como o Gdocs podiam ser muito melhorados se a Google não estivesse tão “obcecada” em intervir em todas as áreas que compõem a nossa presença na Web. O recente lançamento do Google+ é mais um exemplo disso. Eu compreendo que a Google não pudesse ficar parada ao ver o Facebook crescer de forma exponencial, mas a verdade é que, gastaram 500 millhões de dólares num produto interessante, mas nada inovador, que a maioria das pessoas depois do entusiasmo inicial esqueceu totalmente e voltou ao seu Facebook e ao seu Twitter. A Google tem toda a capacidade para ser disruptiva. O Android pode-se tornar uma plataforma mobile de excelência e o tão falado e esperado sistema operativo da Google pode fazer o mercado mexer. Pessoalmente, acho que nos últimos 2 anos as escolhas da Google não foram as mais acertadas e a necessidade de copiar, primeiro o Twitter com o Google Buzz e depois o Facebook com o Google+ têm até agora sido propostas fracassadas.</p>
<p style="text-align: justify;">Falei no exemplo de duas empresas que são colossos, já com muitos anos no mercado e que têm um papel preponderante na nossa vida. Já o Facebook, uma empresa bem mais recente, tem conseguido inovar de uma forma espantosa. Todas as recentes novidades e o novo perfil são claramente um avanço gigantesco na forma como vemos as redes sociais e na forma como interagimos com elas. Resta saber se o Facebook conseguirá seguir o exemplo da Madonna e independentemente da concorrência, da dimensão da empresa ou dos anos que passem continuam a ser disruptivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes são os exemplos que escolhi, mas acredito que todas as empresas têm muito a aprender com a Madonna. Hoje, com a forte concorrência que existe em todas as áreas, com as novas tecnologias que são lançadas no mercado, nenhuma empresa se pode dar ao luxo de não inovar. Mesmo empresas mais tradicionais têm que adequar os seus produtos às novas necessidades dos consumidores. É importante não esquecer que a primeira geração que nasceu com acesso fácil à internet ainda não tem poder de compra, mas já não falta muito tempo para chegarem ao mercado. Nessa altura acredito que as empresas mais tradicionais que até agora têm passado pelas alterações dos hábitos dos consumidores sem grandes dificuldades vão ser obrigadas a inovador radicalmente.</p>
<p style="text-align: justify;">P.S. Não sou uma grande fã da música da Madonna, mas não posso deixar de reconhecer a inteligência e a capacidade que tem demonstrado ao longo dos anos.</p>
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		<title>3º edição do TedxEdges tem lugar amanhã (a partir das 9h30) na Fundação Champalimaud</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 16:23:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autoridade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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O TedxEdges foi o primeiro evento TEDx a ser realizado em Portugal e é uma conferência com todos os contornos das TED Talks que será estruturada em quatro painéis: &#8220;Being: Spiritual, Sustainable, Social and Super&#8221;, abordando temas nas área da saúde, tecnologia e empreendedorismo, contando para tal com cerca de 20 oradores, convidados a partilhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.autoridadedainovacao.org%2F2011%2F09%2F30%2F3%25c2%25ba-edicao-do-tedxedges-tem-lugar-amanha-a-partir-das-9h30-na-fundacao-champalimaud%2F&amp;source=adiorg&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;b=2" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p>O <a href="http://tedxedges.com/home">TedxEdges</a> foi o primeiro evento TEDx a ser realizado em Portugal e é uma conferência com todos os contornos das TED Talks que será estruturada em quatro painéis: &#8220;Being: Spiritual, Sustainable, Social and Super&#8221;, abordando temas nas área da saúde, tecnologia e empreendedorismo, contando para tal com cerca de 20 oradores, convidados a partilhar ideias pelas quais são apaixonados. “TED” significa Tecnologia, Entretenimento, Design &#8211; três áreas abrangentes que estão, no seu conjunto, a moldar o nosso futuro.</p>
<p>O TEDxEdges é uma conferência que permite o networking num ambiente de partilha intelectual e intercultural entre pessoas com perfis distintos &#8211; empreendedores, artistas, cientistas, estudantes e outros interessados. Com esta conferência queremos descobrir, criar e espalhar ideias para mudar atitudes e inspirar. Junte-se a nós no TEDxEdges e veja o que acontece quando junta, na mesma sala, um general, um guru budista, um cientista e muitos outros oradores tão inspirados como surpreendentes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Fica uma selecção da organização do TedxEdges de 2 vídeos das anteriores edições com o crivo da inovação:</p>
<p>TEDxEdges 2009 -<a href="http://www.youtube.com/watch?v=vCznV2RotdM&amp;feature=BFa&amp;list=PL8F6A42526D9FB557&amp;lf=BFa" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=PTWbvfrS_ig&amp;feature=BFa&amp;list=PL8F6A42526D9FB557&amp;lf=BFa</a></p>
<p>TEDxEdges 2010 - <a href="http://www.youtube.com/watch?v=grj3IwHBEA8&amp;feature=BFa&amp;list=PL9F0E051744020C59&amp;lf=BFa" target="_blank">http://www.youtube.com/watch?v=grj3IwHBEA8&amp;feature=BFa&amp;list=PL9F0E051744020C59&amp;lf=BFa</a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um abraço especial ao André Marquet pelo pioneirismo desta iniciativa e pela dinâmica que tem contagiado, para afirmação do país nesta plataformas globais de talento.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Be Brave, Be Crazy, Be a Pirate!</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 07:30:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inês Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendorismo]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[inovação]]></category>

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Eu acredito que se queremos viver num país melhor, temos que trabalhar para isso.
Não acredito que a solução esteja no Estado e acredito que o Estado deve ter uma função reguladora na economia e não ser o &#8220;pai&#8221; de todos nós. Nos últimos 20 anos, vimos o estado a dar incentivos errados à economia, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: justify;">Eu acredito que se queremos viver num país melhor, temos que trabalhar para isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Não acredito que a solução esteja no Estado e acredito que o Estado deve ter uma função reguladora na economia e não ser o &#8220;pai&#8221; de todos nós. Nos últimos 20 anos, vimos o estado a dar incentivos errados à economia, ao financiar projectos sem qualquer potencial e ao financiar um estilo de vida insustentável. Assim, temos que parar de nos queixar, de nos lamentar e de sentir saudades do passado e fazer coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fazer acontecer coisas interessantes em Portugal, criar iniciativas diferentes e inovadoras e tentar promover empreendedorismo, criatividade e inovação entre os jovens. Não existem dúvidas que para sairmos na crise em que nos encontramos precisamos de empresas inovadoras, mais competitivas, mais arrojadas e que se consigam afirmar no mercado internacional, não pelo preço, mas sim pela qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, depois de ter organizado vários eventos usando marcas internacionais, como o <a href="http://pt-pt.facebook.com/tedxyouthporto">Tedx</a> e o <a href="http://porto.startupweekend.org/">Startup Weekend</a> decidi, em conjunto com uns amigos, criar uma marca nacional, preparada para a internacionalização e que pudesse apresentar uma proposta de valor interessante e competitiva no mercado internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Surge assim o <em><strong><a href="http://www.startuppirates.org/" target="_blank">Startup Pirates</a></strong></em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O Startup Pirates pretende ser um Movimento de promoção do empreendedorismo em Portugal e no mundo,  através da realização de programas de empreendedorismo com a duração de uma semana. Estes programas cruzarão os conhecimentos teóricos das mais diversas áreas como modelos de negócio,  gestão de Recursos Humanos, marketing e desenvolvimento de plano de negócio, com uma componente prática que vai desde a estruturação de um modelo de negócio,  ao desenvolvimento de um produto até à apresentação do plano de negócio a potenciais investidores.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o mote “<strong>Be Brave, Be Crazy, Be a Pirate!” </strong>este programa pretende, através de um conceito que julgamos inovador, promover um espírito empreendedor, promover uma forma ousada de desenvolver projectos e incitar a acção e a mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Como primeiro evento, estamos a organizar o <strong><a href="http://startuppirates.org/porto/" target="_blank">Startup Pirates @ Porto</a></strong> que irá decorrer entre <strong>28 de Agosto e 4 de Setembro</strong>. Este evento de uma semana permitirá aos participantes acederem às ferramentas e ao conhecimento necessários para criar uma empresa e serem bem sucedido ao fazê-lo.</p>
<p style="text-align: justify;">Vamos contar com <a href="http://startuppirates.org/porto/school/entrepreneurs/">empreendedores</a> como, João Martins da muchBeta, Fred Oliveira da WeBreakStuff,  João Aroso da WAD Software, André Rabanea da Torke, entre muitos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Este é ainda um projecto numa fase inicial. Estamos a testar o conceito, estamos a acertar pormenores mas estamos muito confiantes no sucesso do mesmo. Já tivemos feedback muito positivo quer a nível nacional, quer a nível internacional, temos pessoas interessadas em organizar o evento noutras cidades em Portugal e também no estrangeito e estamos a trabalhar muito para conseguirmos fazer crescer o projecto e torná-lo sustentável no curto-prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se quiserem saber mais sobre o projecto, enviem email para ines [at] startuppirates [dot] org . Estamos sempre à procura de parceiros e de pessoas interessadas em nos ajudar com conselhos, contactos e ideias.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Transformação Social: o rio, o peixe, as canas e o mestre</title>
		<link>http://www.autoridadedainovacao.org/2011/07/25/transformacao-social-o-rio-o-peixe-as-canas-e-o-mestre/</link>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 14:59:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>autoridade</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendorismo]]></category>

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Entrevista João Cotter Salvado do Instituto Empreendorismo Social, 14 Junho 2011
realizada por Cristina Coelho, editora de inovação social da autoridade da inovação
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Há dias em que temos a certeza de que quase todos os problemas do mundo causados pelo Homem podem ser resolvidos pelos homens. Depois não compreendemos como há soluções tão simples que só agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: right;"><strong>Entrevista </strong><strong>João Cotter Salvado do Instituto Empreendorismo Social, </strong><strong>14 Junho 2011<br />
</strong>realizada por <a href="http://pt.linkedin.com/pub/cristina-coelho/19/b20/a12">Cristina Coelho</a>, editora de inovação social da autoridade da inovação</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Há dias em que temos a certeza de que quase todos os problemas do mundo causados pelo Homem podem ser resolvidos pelos homens. Depois não compreendemos como há soluções tão simples que só agora são praticadas, para problemas que existem desde sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Há alguma razão para a persistência da fome, na terra de todas as abundâncias?</p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://www.ies.org.pt/">Instituto de Empreendedorismo Social</a> (IES) tem um papel primordial no desenvolvimento do conceito em Portugal, no apoio à implementação de projectos e na identificação de iniciativas que estão a mudar o mundo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.linkedin.com/in/jcotters">João Cotter Salvado</a>, gestor de Investigação e Capacitação do IES, explica-nos a sua visão do empreendedorismo social.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Conceito</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O empreendedorismo social resolve problemas sociais que o sector público e privado negligenciam, ou não têm capacidade para resolver, através de modelos inovadores e sustentáveis, desafiando as práticas tradicionais que se revelam falíveis. São projectos com uma capacidade transformadora, escaláveis e replicáveis, que facilmente se estendem a outros territórios, ainda que devam ser adaptados aos novos contextos. Daí que o primeiro passo para um empreendedor social seja o benchmarking – a identificação das melhores práticas na resolução de um problema semelhante.</p>
<p style="text-align: justify;">A teorização do conceito nasceu há menos de duas décadas e chegou a Portugal recentemente, onde, assegura João Cotter Salvado, “já existem muitas iniciativas com impacto social. No entanto, denota-se alguma falta de projecção e a necessidade de adopção de boas práticas de gestão e avaliação”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os líderes</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E são anónimos que vão marcando a diferença. Ultrapassar zonas de conforto é a normalidade para pessoas que lideram projectos de empreendedorismo social.</p>
<p style="text-align: justify;">O gestor de investigação do IES liderou o Projecto <a href="http://www.ies.org.pt/casos/os_es+/">ES+</a> <a href="http://www.impulsopositivo.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1682:empreendedorismo-social-ies-em-vila-real&amp;catid=110:entrevistas&amp;Itemid=561">Vila Real</a>, uma metodologia de investigação do IES para a pesquisa e o mapeamento de iniciativas de Empreendedorismo Social com elevado potencial de transformação social que está a ser aplicada em várias regiões do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Com esta experiência assegura-nos que, “muitas vezes, são pessoas com um trabalho social notável não reconhecido, pessoas inconformadas com uma visão não tradicional, desvalorizadas por actuar fora do sistema” que lideram a mudança de paradigma. “São pessoas com capacidade para mobilizar pessoas, alavancar parcerias, com capacidade de liderança e determinação.”</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os Recursos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Há sempre a preocupação em incluir o público-alvo na resolução do problema”, explica-nos João Cotter Salvado, reafirmando como é determinante a participação dos beneficiários no desenho dos projectos. Nos casos de referência admiráveis que nos transmite, reflecte-se a importância não só do reconhecimento do problema, mas também do reconhecimento dos recursos do território, na concepção da solução a implementar &#8211; os recursos humanos, os materiais e os imateriais. É essencial trabalhar com os beneficiários na definição do problema e da solução, reconhecer os talentos e capacitar as pessoas, valorizar e utilizar os recursos locais ao serviço da população, defende o responsável.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Sector</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O sector social em Portugal é muito dependente do Estado, em “estruturas que não permitem receitas próprias, que são pouco inovadoras”, diz-nos. Vivem provavelmente, no conforto do mal menor. É o caso dos lares e creches, por exemplo. Talvez por isso, explica João, “o fenómeno no intra-empreendedorismo seja tão importante na incubação e desenvolvimento de projectos sociais, e é felizmente uma característica muito portuguesa.” O intra empreendedorismo acontece quando as organizações dão espaço à criação de iniciativas inovadoras internamente, dando resposta a problemas sociais.</p>
<p style="text-align: justify;">A <a href="http://livepage.apple.com/">Escolinha de Rugby da Galiza</a> é um exemplo desta abordagem, nasceu e cresceu dentro da Santa Casa da Misericórdia, ligada ao projecto desportivo do ATL da Galiza, quando Maria Gaivão idealizou integrar socialmente crianças e adolescentes fragilizados, através da prática desportiva. Outra iniciativa de referência é a loja de comércio justo do <a href="http://www.ecomuseu.org/">Eco Museu do Barroso</a>, concebida pelo empreendedor David Teixeira, onde pequenos produtores e artesãos locais comercializam os seus produtos e são ainda apoiados e capacitados em áreas de gestão, solucionando problemas como a falta de motivação, de confiança e de iniciativa da população na produção local. Estes são apenas dois casos de sucesso, que estão a ser estudados para replicação no âmbito do programa Escolhas e do Turismo de Portugal.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual seria o panorama na ausência destes projectos? Muito mais cinzento. Os empreendedores sociais lutam contra a persistência de problemas e sem a visão destas pessoas e organizações muitas mais pessoas viveriam ainda no isolamento, artesãos não estariam a produzir, recursos locais não estariam a ser aproveitados e partilhados, mais crianças teriam probabilidade de tomar caminhos desviantes. São apenas alguns exemplos na sequência dos projectos mencionados, mas que já reflectem a grande perda de bem-estar social na ausência destas iniciativas. E, como refere João Cotter Salvado, “o bem-estar/mal-estar actua em cadeia, e afecta todos os que o rodeiam”. Um problema tem externalidades negativas, uma solução tem externalidades positivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta onda de inconformismo face à persistência das não soluções, e a procura de um papel na sociedade, tem despoletado, recentemente, inúmeras iniciativas catalisadoras de soluções sociais. Desde, entidades que promovem projectos através da investigação e formação (ex: IES), outras que acolhem e desenvolvem projectos internamente (ex: Fundação EDP, Fundação Calouste Gulbenkian), incubadoras sociais (ex: Incubadora Social do Porto e Lisboa), plataformas de partilha de conhecimento (ex: <a href="http://porto.the-hub.net/public/">Hub Porto</a>) e concursos de ideias e projectos (ex: <a href="http://ideiasdeorigemportuguesa.org/mapas.php">Ideias de Origem Portuguesa</a>, Entre Gerações). São apenas alguns exemplos que se multiplicam, e actuam a nível nacional e internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">A par do empreendedorismo, outras iniciativas sociais actuam, paralelamente, como o voluntariado e a caridade, que, apesar de não terem um papel transformador, de capacitação e sustentabilidade, são soluções imediatas e, na verdade, “são a única solução para problemas tão complexos como catástrofes naturais e alguns segmentos da população com dificuldades profundas. E Uma iniciativa não tem que depender do mercado”.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O Impacto</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Uma questão muito discutida a nível internacional é a medição e avaliação do impacto, pois não é facilmente medível em valor monetário. E conforme nos refere João Cotter Salvado, “é um dos grandes desafios do sector, pois o impacto é muitas vezes medido informalmente. E apesar de já haver alguns indicadores, não há um entendimento global.”</p>
<p style="text-align: justify;">Pergunto ao gestor de investigação do IES por que motivo ainda que existem tantas ideias e soluções que se revelam acções isoladas, de curto prazo e que apesar de serem replicáveis não são replicadas. E apercebo-me que o sector social tem uma grande dificuldade em estabelecer parcerias horizontais e falta de comunicação, o que dificulta a escalabilidade e replicabilidade. Estes obstáculos associados à dificuldade na medição do impacto, ao envelhecimento e politização do sector justificam muitas realidades.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas à frente, por favor.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Faculdade…</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jul 2011 07:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inês Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>

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“Formal education will make you a living; self-education will make you a fortune.” -Jim Rohn
Já perdi a conta aos meses ou anos que quero escrever este artigo. Já não sei quantas vezes o comecei a escrever e quantas vezes desisti, até que fiz uma promessa a mim mesma, quando terminasse o curso iria escrever um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<blockquote><p>“Formal education will make you a living; self-education will make you a fortune.” -Jim Rohn</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Já perdi a conta aos meses ou anos que quero escrever este artigo. Já não sei quantas vezes o comecei a escrever e quantas vezes desisti, até que fiz uma promessa a mim mesma, quando terminasse o curso iria escrever um artigo sobre o meu percurso na faculdade, o que gostei e o que não gostei e o que acho que pode melhorar. Assim, terminado o curso vejo-me nesta posição de finalmente dizer o que penso e passar para um artigo aquilo que os meus amigos mais próximos já me ouvem a dizer há muito tempo. Espero que este artigo não seja mal interpretado e não pretendo fazer qualquer generalização. Esta é a minha opinião que se aplica no meu caso e no meu percurso académico.</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, começo por  dizer que os meus 4 anos de faculdade foram os mais felizes da minha vida. Aprendi imenso, conheci pessoas interessantíssimas, fiz muitos amigos e acima de tudo cresci imenso. Foi uma fase da minha vida totalmente diferente do que tinha planeado, que me apanhou de surpresa e excedeu claramente as minhas expectativas. Não podia pedir mais, durante estes 4 anos maravilhosos que vivi. No entanto, pouco disto se deve à faculdade em si.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas andando um pouco para trás. Até ao 12º ano eu adorava a escola. Sempre gostei de aprender, sempre gostei daquilo que aprendia e sempre tive uma vontade imensa de aprender mais. Tive a sorte de ter uma avó professora primária que desde cedo me incentivou a estudar. Posso dizer que do 1º ano até ao 9º ano eu estudava mais do que estudava na Faculdade. Eu queria saber tudo, não importava muito a relevância e eram exactamente os detalhes que mais me apaixonavam. Por tudo isto, sempre fui muito boa a todas as disciplinas. Mesmo a educação física era bastante boa, pois sempre adorei desporto, principalmente futebol. Assim, quando fui para o 10º ano, alguns dos meus professores ficaram surpreendidos por ter escolhido a área de economia e não ter seguido a área de ciências. Muitas vezes me perguntaram, mas porque é que não queres ser médica? A minha respostas era invariavelmente, “porque também precisamos de bons gestores e porque acho que só devemos escolher o curso de medicina se sentirmos a vocação e não porque queremos ganhar dinheiro”. Obviamente que esta não era uma resposta politicamente correcta, mas era o que sentia e ainda sinto actualmente. Quando cheguei ao 10º ano confesso que achei os 3 anos de secundário bastante fáceis. Estudava apenas matemática e as restantes disciplinas como eram claramente de áreas em que me sentia muito à vontade não me era exigido muito esforço. Mais uma vez gostei bastante desta fase, cresci bastante e vivi durante 3 anos na ilusão que quando chegasse à faculdade ia adorar. Desde cedo tive a percepção que o nosso ensino não era nada prático. Era-nos ensinado muito conteúdo, mas quase nunca nos mostravam a aplicação prática dos conceitos. Raramente tínhamos a oportunidade de expor o que tínhamos aprendido, raramente tínhamos debates ou discussões e nunca nos era exigido uma opinião crítica sobre um assunto em específico. Era neste ponto que sempre achei que a Faculdade ia ser diferente. Sempre achei que ia estudar matérias com uma componente muito prática, sempre achei que ia com facilidade aplicar os conteúdos, sempre achei que a faculdade ia ser muito exigente e sempre achei que finalmente ia construir bases sólidas para o meu futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">4 anos depois considero a Faculdade uma desilusão. Nada do que eu imaginei se concretizou. Onde estavam as matérias estimulantes, onde estava o enfoque no mercado de trabalho, onde estava o ensino experimental? Nos 4 anos de curso, conto pelos dedos as vezes em que ouvi a expressão “mercado de trabalho”, nunca ouvi a palavra “empreendedorismo”, nunca fiz um único trabalho prático em que o feedback que tive foi mais do que uma nota numa pauta. Aprendemos para fazer exames e não para usar conhecimento no nosso futuro. Quando confrontados com isto, muitos foram os que me disseram que a Faculdade deve dar as ferramentas, que a faculdade deve ensinar a pensar, mas hoje sei que a faculdade não fez nem uma coisa nem outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente tive a sorte de integrar desde cedo a <a href="http://www.fjc.pt/">FEP Junior Consulting</a> que me deu conhecimento, que me inseriu numa rede de pessoas interessantes e que gostavam de saber mais. E tive a sorte e a consciência que no 2º semestre do 2º ano decidi claramente que o curso não era suficiente para mim e que ia aproveitar os anos da Faculdade para fazer o máximo de coisas que conseguia e dar o meu máximo. Fiz estágios, participei em competições internacionais, organizei eventos, fui a muitas conferências, fiz uma escola de Verão internacional, conheci pessoas muito interessantes, realizei-me pessoalmente e encontrei a minha paixão e o meu sonho. Hoje sei o que gosto de fazer, conheço as minhas limitações, sei exactamente o que quero e apesar de não fazer planos para o longo prazo, sei onde quero estar quando tiver 30 anos, quando tiver 40 anos e sei o que quero ter para contar quando tiver 80 anos. Mas nada disto me foi dado pela faculdade. Nada disto foi valorizado pela faculdade. A verdade é que a certa altura a faculdade era uma desculpa para eu fazer o que gostava. Era tão fácil dizer que era estudante, quando na realidade já o deixei de ser há muito tempo. Apesar de não ser contra o ensino superior, acho muito perigoso quando as pessoas se ficam apenas pelo curso. Não devemos tirar um curso para no final nos chamarem Sr. Dr. ou Sr. Eng. , devemos tirar um curso para aprender. E eu perguntei-me muitas vezes se estava a aprender. Na realidade não estava. Na realidade a Faculdade era a minha desculpa e hoje, terminado o curso, sinto-me uma pessoa mais capaz, mais valorizada mas não me defino por um curso de Gestão, mas sim por todas as pessoas que conheci e por tudo aquilo que criei e em que trabalhei.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós precisamos de educar empreendedores, nós precisamos de educar pessoas pró-activas, criativas, críticas, revolucionárias e que queiram trabalhar para um mundo melhor. Temos que criar o nosso próprio espaço no mundo, temos que ter um produto para vender e temos que saber claramente qual o nosso posicionamento no mundo, no mercado de trabalho, na vida.  Não podemos continuar a ensinar o abstracto, temos que ir para o concreto, para o tangível e pôr as pessoas a fazer. Precisamos de uma revolução no ensino, precisamos de uma revolução em todas as áreas do saber, precisamos de um ensino exigente que exija trabalho e excelência. Mas acima de tudo, precisamos de um ensino que se adeqúe à nossa realidade, cada mais mais rápida, mais flexível e mais exigente. Hoje sinto-me preparada para enfrentar o mercado de trabalho, conheço a realidade em que vivemos, mas infelizmente nada disto advém dos 4 anos que passei a tirar o curso.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta é a minha experiência e vale o que vale, mas hoje, um dia depois de acabar o curso e depois de muito reflectir é isto que sinto e é isto que quero partilhar com todos.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Startup Weekend Porto</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 16:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inês Silva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Co-Criação]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Experimentação]]></category>

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		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Queres criar uma start-up?
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			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
		</div>
<p style="text-align: center"><strong>Queres criar uma start-up?</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong>Queres desenvolver os teus próprios projectos?</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong>Queres desenvolver ideias?</strong></p>
<p style="text-align: center"><strong>Queres conhecer pessoas que tal como tu, partilham a mesma paixão pelo empreendedorismo?</strong></p>
<p style="text-align: center"><span style="font-size: 21px;line-height: 25px"><strong>Participa no Startup Weekend Porto.</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">Este evento que se realizará nos dias 13, 14 e 15 de Maio de 2011 no Porto irá reunir mais de 100 empreendedores com diferentes backgrounds, que durante 54 horas vão desenvolver ideias de negócio com a ajuda de mentores e apresentá-las a potenciais investidores.</p>
<p style="text-align: justify">À imagem do original <a href="http://startupweekend.org/" target="_blank">Startup Weekend</a>, cujo modelo tem sido reproduzido em diversos eventos por todo o mundo, o Startup Weekend Porto destina-se a estudantes universitários que pretendem desenvolver ideias de negócio e competências empreendedoras. Os participantes serão organizados em equipas que durante um fim-de-semana desenvolverão planos e modelos de negócio das melhores ideias apresentadas. Os participantes beneficiarão também de formações e de apoio de mentores, entre eles o Vasco Sousa, que ajudarão as equipas na realização das suas tarefas. No final, os projectos serão avaliados e os melhores serão premiados.</p>
<p style="text-align: justify">Para além de ajudar os participantes a desenvolver ideias de negócio e competências empreendedoras, o SW Porto visa criar um evento com potencialidades únicas para networking entre jovens de diferentes áreas de formação e empresários experientes disponíveis a partilhar conhecimento realmente valioso para quem quer empreender no futuro.</p>
<p style="text-align: justify">Inscreve-te no SW Porto em <a href="http://porto.startupweekend.org/">http://porto.startupweekend.org/</a></p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>E tu, já inovaste?</title>
		<link>http://www.autoridadedainovacao.org/2011/04/17/e-tu-ja-inovaste/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Apr 2011 18:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Teresa Cruz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Este post é um desafio lançado a si, leitor ou leitora deste artigo!
É um convite a que partilhe connosco as suas inovações. As ideias que teve e que depois de implementadas fizeram a diferença num determinado contexto, numa determinado rotina, num modus operandi já estabelecido.  Inovações grandes ou pequenas. Desde que tenham resultado, são importantes para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
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			</a>
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<p>Este post é um desafio lançado a si, leitor ou leitora deste artigo!<br />
É um convite a que partilhe connosco as suas inovações. As ideias que teve e que depois de implementadas fizeram a diferença num determinado contexto, numa determinado rotina, num <em>modus operandi</em> já estabelecido.  Inovações grandes ou pequenas. Desde que tenham resultado, são importantes para este <em>post</em>, são importantes para nós!</p>
<p>Portanto, sugerimos então que depois de terminar de ler este artigo se mantenha por cá. Nessa altura, será importante ter em conta a diferença entre uma ideia inovadora e a inovação em si mesma. Inovar implica criar algo. É a colocação em prática de um conceito que faz a diferença num determinado contexto. Por isso, brinde-nos com acções que já implementou e que resultaram.</p>
<p>Mas… será necessário muito para inovar? Não!</p>
<p>Inovar pode ser desconcertantemente simples!<br />
No restaurante Cantina da Estrela, por exemplo, em Lisboa, são os clientes que decidem o preço que vão pagar pelo seu prato conforme o mérito que atribuem ao mesmo. Existe, naturalmente, um intervalo de preços que permite que a ideia seja viável e vantajosa para ambas as partes &#8211; o restaurante e o cliente.<br />
Brilhante? Sem dúvida! Complexo? Nem por isso…!</p>
<p>Mas exemplos de inovação como estes estendem-se por muitas áreas.<br />
Muitos de nós já vivemos situações em que tivemos que usar gesso para recuperar de algum osso partido. Mas mesmo nestes momentos é possível inovar! Uma empresa americana (<a href="http://www.casttoo.com">Casttoo</a>) resolveu criar uma película que se cola ao gesso, permitindo ao “engessado” escolher o padrão, o desenho e as cores da película ao seu gosto! Resultado? O gesso passa a ser uma forma de expressão e usá-lo passa a ser profundamente mais divertido!</p>
<p>Inovar pode também ser tão simples quanto darmos conta que, quando regressamos de uma viagem, nos falta algo que não queremos deixar para trás. Quem nunca gozou umas férias inesquecíveis e trouxe fotos, postais, iguarias ou vídeos para fazer perdurar estes momentos na memória? Muita gente.<br />
Mas para dois parisienses isso não chegava, pelo que decidiram inovar trazendo o odor dos lugares por onde passavam. Criaram uma linha de fragrâncias (<a title="The Scent of Departure" href="http://www.thescentofdeparture.com">The Scent of Departure</a>), vendidas em aeroportos, para que quem partisse pudesse levar o aroma daquele jardim barroco… ou daquela loja de chocolates onde cedeu ao pecado da gula!</p>
<p>Há milhares de exemplos do espírito inovador do ser humano.<br />
E neste espaço, neste momento, gostaríamos de ouvir o que o leitor tem para dizer sobre o assunto. Gostaríamos de ouvir exemplos de inovação levados a cabo por si ou por outros – pois também há que dar parabéns a quem o merece. Aquela ideia que publicou num jornal ou adubou até se transformar numa empresa, a sua empresa. Aquele “ajuste” que fez no seu processo de produção e que o fez poupar imenso dinheiro no fim do ano. Os seus momentos “<em>eureka</em>”. Exemplos de inovação que teve há muito tempo e que ainda hoje moldam o seu sucesso. Luzes de inventividade que tem hoje e que lhe ocupam os dias e as noites.</p>
<p>Partilhe, debata, acrescente. Estamos aqui para o ouvir e aprender consigo!</p>
<p>A inovação que vai partilhar connosco agora é…</p>
<p>P.S: Este post foi escrito a “duas mãos” em parceria e com a ajuda imprescindível do <a href="http://www.autoridadedainovacao.org/members/francist/">Francisco Teixeira</a>. Obrigada Francisco, este foi um excelente mote para nos conhecermos. Deixo-vos aqui o seu mais recente projecto: <a href="http://consumerbehaviorportugal.com/">http://consumerbehaviorportugal.com/</a></p>
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		<title>Cidades pela Retoma</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 11:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Viseu Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inovação]]></category>

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		<description><![CDATA[
			
				
			
		
Cidades pela Retoma é uma iniciativa cívica colectiva dedicada a promover e discutir o papel das cidades, em tempos de transição de modelos sociais e económicos. Parte da ideia de que as cidades representam um ambiente especialmente rico para produzir inovação social criativa, rápida e profunda, e de que a intervenção cívica evolui em direcção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class="tweetmeme_button" style="float: right; margin-left: 10px;">
			<a href="http://api.tweetmeme.com/share?url=http%3A%2F%2Fwww.autoridadedainovacao.org%2F2011%2F04%2F08%2Fcidades-pela-retoma%2F"><br />
				<img src="http://api.tweetmeme.com/imagebutton.gif?url=http%3A%2F%2Fwww.autoridadedainovacao.org%2F2011%2F04%2F08%2Fcidades-pela-retoma%2F&amp;source=adiorg&amp;style=normal&amp;service=bit.ly&amp;b=2" height="61" width="50" /><br />
			</a>
		</div>
<p><a href="http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/ " target="_blank">Cidades pela Retoma</a> é uma iniciativa cívica colectiva dedicada a promover e discutir o papel das cidades, em tempos de transição de modelos sociais e económicos. Parte da ideia de que as cidades representam um ambiente especialmente rico para produzir inovação social criativa, rápida e profunda, e de que a intervenção cívica evolui em direcção a estruturas versáteis, mais focadas em temas concretos e questões colectivas do que em ideologia política.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O projecto foi idealizado no espírito do Ano Europeu do Voluntariado <a>Ano Europeu do Voluntariado</a> para produzir cidadania activa, e está a arrancar com uma equipa de pessoas de diferentes <em>backgrounds</em> profissionais (planeamento, arquitectura, jornalismo, design, biologia, informática, economia, etc.).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A plataforma começou já a produzir iniciativas, divulgadas a partir de diferentes <a href="http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma">ferramentas de comunicação</a>; a mais importante, neste momento, é a <a href="http://globalcity.blogs.sapo.pt/">Rede Global City 2.0</a>, um mapa global de blogs e sites sobre temas urbanos, promovidos por cidadãos ou grupos empenhados na discussão colaborativa sobre cidadania, cidades e o seu futuro. A intenção é promover a troca de conhecimentos e experiências, e disseminar ideias que possam ser aplicadas localmente, venham de onde vierem. Para tal, estabeleceram-se diferentes <a href="http://globalcity.blogs.sapo.pt/1919.html">parcerias internacionais</a>, e deu-se início a uma produção crescente de material de reflexão. A este respeito, importa referir a <a href="http://globalcity.blogs.sapo.pt/5501.html">apresentação pública do projecto e palestra</a> de lançamento da rede, com Saskia Sassen e João Ferrão, a 18 de Abril, em Lisboa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como <a href="http://globalcity.blogs.sapo.pt/1225.html">mapa-mundi da cidadania</a>, a rede Global City 2.0 é uma oportunidade de criar uma plataforma de diálogo e conhecimento entre diferentes contextos cívicos urbanos, que conduza a boas soluções de problemas urbanos em muitos aspectos transversais. Em última análise, estas novas formas de intervenção apresentam potencial de revigoração da democracia, ao aproximarem os cidadãos da política no seu sentido mais profundo, isto é, a reflexão sobre os critérios que definem o futuro do seu espaço colectivo.</p>
<p><iframe title="YouTube video player" width="480" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/7RaxLrunwcE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>
<div style="width:477px" id="__ss_7122514"> <strong style="display:block;margin:12px 0 4px"><a href="http://www.slideshare.net/jcmota/cidades-pela-retoma-pblico" title="Cidades pela retoma público">Cidades pela retoma público</a></strong> <iframe src="http://www.slideshare.net/slideshow/embed_code/7122514" width="477" height="510" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
<div style="padding:5px 0 12px"> View more <a href="http://www.slideshare.net/">documents</a> from <a href="http://www.slideshare.net/jcmota">Jose Carlos Mota</a> </div>
</p></div>
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